Eduardo Moreira, aluno do projeto Rotta Z, decidiu cair na estrada e encarou sua primeira grande viagem fotográfica. Eduardo percorreu os parques nacionais do meio oeste americano, famosos por suas paisagens e vida selvagem. Durante a viagem o fotógrafo abordou temas o progresso, presença humana e o explendor das formações rochosas encontradas pelo caminho.
O trajeto escolhido por Eduardo Moreira é poético. Durante décadas aventureiros de todas as partes do mundo buscaram no oeste americano a liberdade e a paz de espírito que procuravam. Escritores como Kourack e Jack London escreveram suas obras primas com a temática baseada no isolamento rebelde de seus personagens em meio as paisagens que fotógrafo visitou. Eduardo foi aluno assíduo do projeto Rotta Z, cursando Introdução à fotografia de viagem no mês de setembro. Talentoso e aventureiro, Eduardo colocou na prática todo conhecimento adquirido nas aulas e registrou imagens deslumbrantes.
Confira o primeira parte do relato de viagem do fotógrafo Eduardo Moreira pelos caminhos do meio-oeste americano.
A descrição da minha primeira foto quase foi o desfecho de um prematuro fim. Comecei minha viagem fotográfica pela Represa Hoover, construída na década de 30 para regular as cheias do Rio Colorado e gerar água e energia para Las Vegas e região, a construção é um marco da engenharia norte-americana. Ao chegar em Hoover constatei que o único local adequado para uma foto panorâmica era o estacionamento dos empregados, local proibido para turístas ou qualquer um que não possua o crachá do nível de segurança exigido. Resolvi inocentemente pedir permissão para um empregado qualquer e com a suposta autorização concedida estacionei o meu carro, armei o tripé e comecei a fotografar... antes que pudesse fazer a segunda foto estava cercado por policiais. Foram 20 minutos de pura tensão com as mãos apoiadas no carro da polícia. Fui obrigado a deletar a foto, e por sorte foi só isso. Fiquei sem a foto da Represa Hoover mas senti na pele o que é buscar o melhor ângulo não importa as consequências. Próxima parada: Grand Canyon
O Grand Canyon só é um parque nacional desde 1919. Durante pelo menos 10 mil anos pessoas viveram, amaram, realizaram trocas e até mesmo cultivaram o solo nas profundezas do desfiladeiro. Ali celebravam seus espíritos sagrados personificando riachos, encostas e penhascos. Diferentes povos habitaram o Canyon, entre eles as nações indígenas Hopi e Navajo. Estar no Grand Canyon National Park é indescritível, nenhuma foto consegue transmitir a sensação de que observa o lugar com os próprios olhos.
Confira alguma das fotos de Eduardo Moreira.
No Grand Canyon Skywalk, em um lugar chamado Guano Point. Estava fotografando um corvo pousado na árvore e dei sorte dele ter voado para o lado certo.
Caixas de correio no meio do nada. Indicadores da presença humana em meio a um ambiente tão hostil e árido.
Horseshoe Bend, uma curva um "U" cavada na rocha pelo rio Colorado
No Antelope Canyon as paredes de arenito cor de rosa propiciam tonalidades incríveis. O ponto alto é quando a luz solar atinge o fundo do canyon. Para conseguir fotos como essa esqueça o flash e as grandes aberturas, aqui se faz indispensável o uso de tripé e longo tempo de exposição. Talvez esse seja um dos locais mais calmos e tranquilos do planeta, se não for levar em conta a presença dos turistas que tomam conta do local no horário de visitação, das 8 às 16h.
confira em breve a segunda parte do relato de viagem de Eduardo Moreira.





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